quarta-feira, 22 de outubro de 2008

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Jesus, meu mestre e Senhor!
Hoje, novamente, como Pedro, coloco-me à beira do lago (Jo 21,13-19). Já provei do alimento que me dás: não somente pão e peixe, mas também alegria, consolo, fortaleza, iluminação e interpelação; palavras e presenças de pessoas.
Novamente, tu me olhas nos olhos (Mc 10,21). Quantos anos já se passaram, desde que senti intensamente, pela primeira vez, o chamado para te seguir mais de perto!
Hoje, no dia do meu aniversário, olho para trás e parece que foi há muito tempo. Mas sinto também que foi nesta madrugada. Porque o tempo do coração se chama hoje, agora, semente germinada de eternidade.
Tu me perguntas de novo, como fizeste com Pedro: “Tu me amas?”. E me questionas novamente, até uma terceira vez. Muitas e incontáveis vezes. E eu, qual Simão, seguidor e aprendiz de teus caminhos, posso somente dizer: “Sim, eu te quero bem! Tu conheces que meu amor não é perfeito, sabes de meus vacilos, resistências, ilhas de sombras, fragilidades... Ah! Mas tu sabes que te amo!”
Então, tu me pedes: “Nutre meu rebanho, apascenta minhas ovelhas!” Eu te digo: “Não sou pastor oficial, nem presbítero. Apenas irmão. Assim sou conhecido, assim me reconheço. Irmão de todos os que buscam o Senhor da Vida, irmão daqueles(as) que se lançam na bela aventura de nutrir as pessoas com esperança e beleza. Sou pastor também, enquanto participo da imensa corrente de homens e mulheres que anunciam o seu Reino já presente e denunciam o anti-reino”.Jesus, renovo neste dia meu compromisso de te seguir, e de contribuir efetivamente para despertar consciências, mobilizar pessoas, partilhar conhecimento, abrir mentes e corações, em vista de uma sociedade mais humana, justa e sustentável. Amém!

2 comentários:

rita de cássia disse...

Parabéns pela vida e pelo desejo de colaborar para que as pessoas sejam tocadas pela esperança e pela beleza.

Allan Renato Hoffmann disse...

É uma oração e um poema muito bonito! Vem de dentro, da profundidade do ser... parabéns pela convicção que expressa uma absoluta dependência em uma autêntica relação de fé com nosso Abba.