sábado, 5 de fevereiro de 2011

Curso de Ecumenismo

Estou trabalhando com um curso intensivo para os alunos da graduação em teologia do ISTA (Instituto Santo Tomás de Aquino), em Belo Horizonte sobre ECUMENISMO.
Para mim, trata-se de uma grande oportunidade de ler sobre o assunto, pesquisar em livros, revistas e na Internet, discutir, abrir horizontes, questionar minhas próprias posturas.
Como professor, socializar meus conhecimentos e suscitar nos estudantes de teologia um olhar mais amplo, que consegue perceber o cristianismo para além das estreitas lentes da confessionalidade. E, sobretudo, estimular as pessoas a promover o diálogo ecumênico onde estiverem e atuarem.

Deixo espaço para que os estudantes de teologia se pronunciem: quais foram suas descobertas neste curso?

24 comentários:

Pe. Valdecir Luiz Cordeiro disse...

Fiz um "passeio" por este espaço de reflexão e gostei. Muito bom!

João Batista da Costa Coelho(ISTA) disse...

Ao fazer a disciplina sobre o ecumenismo,pude perceber que: o quanto temos um conhecimento limitado por tal assunto. Assim o professor Murad, foi como uma lanterna que nos ajudou a focalizar e a enxergar, os vários aspectos em dialogar buscar pontos em comum, respeitando o modo próprio de cada um, em buscar viver verdadeiramente o evangelho de Jesus. O curso deixou a desejar porque teve a durabilidade de só uma semana. Diciplina como esta tem que durar durante um semestre ou mais.( João Batista da Costa Coelho 3ºPeriodo Teologia no ISTA)

Marcio disse...

No início do seminário foi laçada a pergunta: o que é ecumenismo? Cada estudante tinha uma resposta diferente, quase ninguém soube dar a resposta. Por isso o seminário foi de grande importância para mim no sentido de mostrar a verdadeira face do ecumenismo, suas propostas e seus objetivos. Percebi que a centralidade de nossa fé tem que estar pautada pela figura de Jesus Cristo e na prática do Evangelho. Trabalhando em conjunto, valorizando a riqueza que outro tem é “a unidade na diversidade”. Existem muitas denominações religiosas sérias que tem muito a contribuir e pena que muitas ainda não entenderam o verdadeiro significado de se ter um diálogo ecumênico. Percebemos isso pelo número de Igrejas que participam do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs). Acredito que esse número poderia ser bem maior.
Ecumenismo é um assunto fascinante e desafiador. Sabemos que discutir a questão ecumênica requer, antes de tudo, despir-se de preconceitos ou qualquer outro tipo de resistência. Mas, acima de tudo, precisamos ser sinceros e claros em nossas convicções e posições. A proposta ecumênica é muito bonita. Ainda há muito por fazer. É difícil, mas não é impossível.

wenderson disse...

Após quarenta anos da criação do decreto Unitatis redintegratio, do Concílio Ecuménico Vaticano II, é de primordial importância refletir sobre o significado permanente do mesmo e examinar o caminho percorrido a partir do Concílio Vaticano II até hoje e formular propostas para uma ação futura. (Marcial, 2009, p.01)
Toda uma construção foi elaborada para um melhor desenvolvimento e ação do ecumenismo entre as igrejas, é claro que com o auxilio e exemplo da Santíssima trindade que desde sempre se mostrou criadora de uma comunhão singular e universal nos ajuda com sua Arché “princípios”, revelando a nós o verdadeiro ministério da Igreja. Desde os primórdios dos tempos, nos é revelado à ação individual do Pai, do Filho e do Espírito, mas as três pessoas conscientizavam ou tornavam consciente sua missão que era única. É inconcebível negar que o Espirito Santo responsável pela diversidade de dons, não derrama sua graça sobre as Igrejas. Nelas estão presentes toda uma cultura, influencia e carisma, coisa que não se pode negar numa geração como a de hoje. Mas acima de tudo está a presença do Pai, do Filho e do Espírito Santo, revelados e apresentados nas sagradas escrituras alicerce para nossa fé e prova de unidade.
Segundo o decreto Unitatis redintegratio , o ecumenismo é um “movimento da unidade”, e todos aqueles que invocam o Deus trino faz parte deste movimento. Dessa forma, é primordial esclarecer que o “movimento da unidade” não significa uniformidade, mas sim comunhão, comum-unidade. As idéias se divergem, destorcem, aumentam, se chocam, mas, o objetivo deve ser o mesmo, o ideal tem que ser o mesmo. O homem é movido de sentimento e sobremaneira é inspirado pelo Espirito, contudo está ligado a toda a humanidade pelo mesmo Espirito. Se isso é possível, logo, as igrejas que possuem seu diferencial permanecem nesse movimento espiritual, e tem parte no mistério salvífico. O batismo também nos possibilita essa unidade, “um só é o Batismo na variedade de comunhões” (Marcial, 2009, p.12). Aqui pode-se compreender a essência sacramental que é apresentada como uma única doutrina, porém, com disciplinas distintas. Isso revela que é possível haver a unidade em algo que é único, mas ao mesmo tempo distinto.
Perante tais argumentos fica claro que, somos impulsionados pelos sinais dos tempos a nos movermos em direção a unidade, unidade esta que nos possibilita bem estar, unidade esta que age em conformidade com a fundadora do ecumenismo, Distintas em trabalhos, em funções, em ações, mas unidas no seu objetivo: a Santíssima Trindade.

Anônimo disse...

Num primerissimo plano, é fundamental encarnar o conceito do termo Ecumenismo na prática cotidiana.
Os vários nivéis de pensamento no desenvolvimento da disciplina, fez assimilar, que esse olhar, é como um oso que ter carne, para colocar-lho no diálogo com as diferentes igrejas. Pelo fato, de ter o evangelho de Jesus, já que é uma proposta de vida, e a urgença de construir o reino, com os diferentes níveis de pensamento.

René Vera

Antônio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Antônio disse...

Nós, estudantes de teologia do ISTA, tivemos a oportunidade de discutimos o interessante tema do ecumenismo. Partimos de um primeiro esclarecimento do conceito de ecumenismo visto que, muitas vezes, costuma-se confundir ecumenismo com diálogo inter-religioso. Um aspecto importante foi termos estudado o documento “Unitatis Reintegratio”, pois através deste conseguimos perceber um apelo a todos aqueles que professam a fé cristã para que não criem divisões e ao invés disso cultive a comunhão.
Nessa disciplina, notamos que é fundamental pararmos para refletir sobre o ecumenismo, pois isso nos leva a tomar consciência sobre aquilo que nos une que é Jesus Cristo: “todos quanto fostes batizados em Cristo, vos revestistes de Cristo... Pois todos sois um em Cristo Jesus” (Gl. 3, 27-28). Ora, essa tomada de consciência com certeza nos ajuda a nos livrar de alguns preconceitos e indiferenças e procurar perceber aquilo que de riqueza podemos encontrar na experiência das demais Igrejas e Comunidades cristãs.

Ednei A. Costa/ISTA disse...

O ecumenismo como dom de Deus aos cristãos em vista da unidade, pressupõe primeiramente, desarmar-se das categorias da razão vigente fundamentalista (“a Bíblia não erra nunca e nem ensina nada que seja cientificamente inexato”), que visam “conhecer” para dominar. Isto não descarta a necessidade de conhecer a realidade particular de cada religião ou mesmo denominações. Pois, este conhecer, em se tratando do Evangelho universal de Jesus, tem uma dinâmica diferente é um conhecer desinteressado (conversão do coração). É um processo que exige esforço e disciplina, acontece paulatinamente, não pelo esforço pessoal, mas pela graça Trinitária e da unidade derramada no coração de cada cristão. Neste sentido, o presente curso (intensivo) teve a pretensão de demonstrar o nosso processo de assimilação e percepção entre as “diferenças e os pontos comuns que norteiam a tarefa da construção da identidade cristã, para além da confessionalidade”.

Emília disse...

A semana compreendida do dia 2 a 8 no Instituto Santo Tomas de Aquino sobre o tema do ecumenismo,foi como as visíveis pérolas que podem ser descobertas na vivência Cristã.
Visto que um tema tão atual como este, não deve ser tratado como um assunto qualquer, mas pelo contrário buscar meios de levar para nossas comunidades, em nossa ação pastoral,em nossas missões específicas, uma formação adequada ou até mesmo nosso incentivo para uma prática em vista de uma união mais fraterna.
Por isso depois desde seminário e, com um conhecimento mais amplo, possamos buscar meios para descobrir as pérolas do seguimento de Cristo na unidade de filhos que caminham rumo a práxis do amor, e deste modo, perceber que na diferença nos tornamos iguais em Cristo.

Luiz Antono Maciel ISTA disse...

Antes do curso eu sempre ouvia falar de ecumenismo como um diálogo cristão onde lideres de diferentes igrejas se reuniam para conversar sobre um determinado tema. Entretanto, o curso ajudou-me a entender alguns conceitos utéis para o diálogo. primeiro as várias vertentes do protestantismo e como ele foi se estabelecendo no Brasil. Em segundo lugar compreender o que é possível e pode ser colocado em diálogo. Aprendi sobretudo a importancia de se conhecer as demais confissões cristãs para uma melhor compreensão e seguimento da pessoa de Cristo.

Francisco M. Ista disse...

Num mundo globalizado onde o individualismo cresce cada vez mais é urgente a abertura do coração dos homens e mulheres das diversas confissões cristãs ao ecumenismo como lugar para a nossa conversão para assim voltar ao centro do cristianismo – Cristo, na busca do bem comum e na construção de um mundo mais justo. É verdade que todo o encontro com o outro cria um impacto, o que exige muita humildade, simplicidade para poder aceitar o outro nas suas diferenças e misérias. As diversidades podem nos enriquecer na nossa prática religiosa. Ajudam-nos a voltar no centro da nossa religião que é Cristo, não deixando assim que as devoções ocupem o lugar de Cristo. Foi muito bom ter dito aulas do ecumenismo. Gostei muito. Uma semana não é suficiente para esgotar todo o saber nesta área muito vasta, mas valeu para abrir novos horizontes sobre a importância do ecumenismo que muito pouco se fala nas nossas comunidades cristãs. Ter participado do culto dos Batistas, foi um momento de questionamento pessoal e ao mesmo tempo de enriquecimento. Se todos somos filhos do mesmo Deus, é importante unirmos as nossas diferenças para que sejamos sal e luz do mundo, que não haja discriminação entre cristãos. Que o fanatismo não mate a certeza do nosso amor ao próximo. Que haja estudos bíblicos nas nossas comunidades cristãs. Que todos unidos rezemos uns para com os outros. Que o ecumenismo seja vivo nos nossos dias atuais.

Erconides Lealdini disse...

O curso sobre o ecumenismo nesta semana intensiva foi muito proveitosa, que ajudou a clarear melhor a relação que temos que ter com as diversas denominações. O professor nas aulas foi muito objetivo, deixando uma marca nas minhas expectativas sobre o tema. Agora percebo os benefícios que podemos contribuir, através da busca de um diálogo mútuo, e fraterno entre os irmãos de outras Igrejas. Esse tema é muito sugestivo para tão pouco tempo.
( Erconides Lealdini)

Luiz Antônio de Jesus / ISTA disse...

Ao debruçarmos sobre o tema do ecumenismo só temos a enriquecer-nos, pois, antes de mais nada, somos cristãos e podemos perceber que o que nos une é maior do que aquilo que nos diferencia. O aprendizado durante esses dias de curso intensivo foi de suma importância para nossa prática pastoral e cotidiana. Aprendemos desde a diferença entre Igrejas e Religiões até aquilo que nos diz um documento da Igreja Católica que trata especificamente do tema do ecumenismo: Unitatis Reintegratio. Claro que com seus avanços e limitações. Aprendemos também que estar abertos ao diálogo ecumênico é, sem dúvida, o primeiro passo para o mesmo. Em suma, vimos o que já foi feito até o presente momento e o quanto ainda resta a ser feito. Cabe a nós fazermos a nossa parte na promoção do que é tão nobre e necessário entre irmãos, o diálogo.

Júnio Fernando Marques disse...

O Curso de Ecumenismo, ministrado pelo professo Afonso Murad, me ajudou a conceituar melhor o ecumenismo e o diálogo interreligioso. A divisão dentro do cristianismo é um contra testemunho para o mundo, daí a necessidade de uma atitude de abertura e acolhida entre os membros das denominações cristãs. Percebemos que as Igrejas históricas estão abertas ao ecumenismo, no entanto, as denominações do neopentecostalismo (pseudo-pentecostalismo) não querem de forma alguma dialogar. O ecumenismo não é o ajuntamento de todas as denominações cristãs para formar uma mega religião, mas o esforço de convivência pacífica entre os cristãos, visando uma vivência mais autêntica do Evangelho de Cristo.

Willy Montalvo Alcântara disse...

O curso intensivo do Ecumenismo me serviu e marcou permitindo abrir meus horizontes e mudar minha postura pessoal como estudante e religioso missionário, isto falo por que venho de um país onde a Igreja Católica é tradicional em grande porcentagem (Perú).
O que me marcou foi que todo cristão para abrir dialogo com as outras denominações tem que pôr a Jesus e sua Palavra como ponto central. O documento Unitatis Redintegratio promove a unidade dos cristãos das distintas denominações e tem em consideração que a unidade não significa uniformidade em todas as expressões da teologia e da espiritualidade, nas formas litúrgicas e na disciplina. Hoje o desafio è a exigência de encarar a diversidade da multiformidade da Igreja, acolhendo e respeitando as diferenças, com a consciência que todos vamos à mesma direção ao encontro de Deus.

José Augusto JÚNIOR disse...

O curso intensivo sobre ecumenismo tornou visível a ponta do iceberg, deste delicado e necessário tema ao cristianismo. Foi espaço de provocação à busca constante da conversão do coração na busca pelo diálogo entre nós cristãos. Pelo estudo, foi interessante perceber que passos muito significativos já foram dados, e, que precisamos olhar acuradamente estas iniciativas evitando más interpretações.
É certo que obstáculos existem, sobretudo na atualidade diante das novas tendências da fé. Com alegria, recebemos a presença Professor Carlos que partilho sua experiência e vivência cristã na Igreja Batista. Algo simples, mas de grande valor simbólico diante da proposta do nosso intensivo. Ademais, a simplicidade, sabedoria e profundidade do Professor Carlos demonstra que estamos mais próximos do que imaginamos.
Termino esta semana convicto que o ecumenismo nasce do micro para o macro. Não são grandes resoluções de cúpulas, mas a adesão plena de cada cristão à pessoa de Jesus Cristo. Ele mesmo rezou para que sejamos um. Não “juntando tudo no mesmo templo ou capela”. Porém, acolhendo-nos mutuamente vivendo a unidade na diversidade.
De mãos dadas a caminho, porque juntos somos mais, pra cantar o novo hino, de unidade, amor e paz.

Cesar Duarte,ISTA disse...

Saber conviver com outras denominações, seja Protestantes, Pentecostais e Neopentecostais tem sido uma provocação. Neste curso intensivo de ecumenismo me senti provocado a refletir sobre o tema e rever formas para poder dialogar com estas outras denominações.
Neste intuído acredito que devemos centralizar nossas energias buscando a unidade com estes nossos irmãos (as). Pois, ecumenismo é o espaço comum para partilhar da experiência de Deus, isto é, num respeito ético e mutúo. Pois só a partir do dialogo e do respeito às características próprias de cada denominação poderemos viver mais autenticamente o Evangelho.

João Paulino Neto disse...

ISTA – INSTITUTO DE FILOSOFIA E TEOLOGIA DOS RELIGIOSOS
DISCIPLINA: ECUMENISMO
PROFESSOR: Ir. AFONSO MURAD
PERÍODO: 03
ALUNO: JOÃO PAULINO DA SILVA NETO

No decorrer deste curso me fiz várias perguntas, entre elas, qual seria a definição de ecumenismo. Com a ajuda do professor e dos alunos percebi que a esta pergunta não se dá uma resposta pronta como se dá a qualquer outra em assuntos menos complexos, ou que se dá a uma criança quando somos interrogados dentro de assuntos corriqueiros do dia-a-dia. Pra responder a “o que é ecumenismo?” é preciso um esforço de diferentes modos de pensar, um esforço muito grande em dialogar e uma luta incasável na busca de pontos comuns e no respeito das características próprias de cada denominação que se empenha na unidade cristã e na vivência autêntica do Evangelho.
Pude fazer uma reflexão maior em documentos da nossa própria Igreja, que até então ainda não tinha feito, apesar de conhecê-los, como a “Unitatis Reintegratio”, “Ut Unum Sint” e do documento inter-religioso “Nostra Aetate”. Com eles pude entender melhor a proposta ecumênica, reconhecer que o outro tem tanto a me oferecer quanto eu tenho a oferecê-lo, que outro é tão importante pra mim quanto eu o sou para ele e ambos foram ou estão errados, mas juntos buscam o caminho certo da unidade em Cristo.
Esse curso contribuiu para que eu pudesse entender o ponto de encontro das Igrejas cristãs, que é Jesus Cristo, um só mestre de todos, Senhor e Salvador do gênero humano, e o seguimento a Ele é e deve sempre ser um projeto de vida comum através da Palavra revelada a todos sem distinção. Isso se torna realidade em nossas comunidades eclesiais quando fazemos delas espaço de oração e testemunho do Deus que professamos e queremos testemunhar.
Enfim, me levou a ser mais humilde, me despir de meu orgulho e a enxergar o que há de bom nos nossos irmãos, que temos muito em comum, basta nos conhecermos mais, assim colaboraremos melhor para o Reino de Deus que dizemos amar tanto. Só assim caminhamos para a unidade, quando buscamos a verdade juntos para sermos fiéis a Jesus nosso mestre.

José Ricardo Mole disse...

A reflexão motivada em sala de aula sobre o tema ecumenismo foi interessante. Foi possível perceber o caminho percorrido pela Igreja Católica neste aspecto. O documento do Concílio Vaticano II "Unitatis Redintegratio" foi um passo firme e fundamental rumo ao Ecumenismo.
Existe, por outro lado, uma compreensão errada ou limitado sobre o tema. Muitos falam de ecumenismo e diálogo inter-religioso como se se tratasse da mesma coisa. Enquanto ecumenismo diz respeito à relação entre os cristãos, onde cada um é chamado a ter a sensibilidade de perceber a presença e ação de Deus em diferentes denominações religiosas cristãs, diálogo inter-religioso refere-se à aproximação "dialogal" entre as várias religiões e experiências religiosas.
Percebeu-se que a Igreja Católica, apesar de algumas dificuldades é bastante aberto ao ecumenismo e procura favorecer e incentivar o mesmo.
Sem mais, afirmo que o seminário foi muito interessante. Ajudou-me a compreender melhor alguns conceitos que até então não havia parado para pensar e refletir de forma mais sistemática.

José Ricardo Mole, SDB.

Hélio Correia Maia disse...

A disciplina ecumenismo foi de suma importância, pois contribui para com o meu crescimento humano, espiritual e vocacional. Depois de ter feito a disciplina, pude perceber que a Igreja de Jesus Cristo é uma só, mesmo tendo crédulo ou denominações diferentes.
Mesmo na diversidade de doutrina, é lícito para mim, que nos últimos tempos cresce muito o desejo da unidade entre as Igrejas cristãs. Isto com certeza é o próprio Deus que nos suscita este desejo, pois Jesus Cristo quer que todos sejamos um (Jo 17, 21).
Para que haja o ecumenismo é necessário em primeiro lugar a conversão do coração, assim buscaremos aquilo que nos une ao invés de valorizarmos aquilo que nos separa. E o caminho ecumênico começa por aí: enfatizando aquilo que nos é comum: a oração, a busca da santidade, a vivência da nossa condição primeira de cristãos que se dá no batismo. Pelo fato de sermos batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo já temos algo em comum. No entanto, devemos deixar de lado tudo àquilo que nos pode separar. Isto com certeza, já é um grande passo em direção ao âmbito da unidade.
Depois de tudo, ou seja, de ter feito a disciplina ecumenismo, estou mais flexível para melhor entender e compreender os nossos irmãos evangélicos e protestantes. E com plena convicção e certeza concluo dizendo que para sermos bons cristãos é necessário o amor fraterno, a compaixão, a verdade, a justiça e a igualdade em relação aos outros. Assim formaremos a Igreja de Jesus Cristo.

Hélio Correia Maia

Carlos Macedo disse...

O curso intensivo sobre Ecumenismo foi muito importante para mim, esclareceu muitas dúvidas sobre o que é diálogo inter-religioso e ecumenismo. Foi um momento de muito aprendizado sobre o empenho da Igreja católica e de outras denominações cristãs na busca de uma unidade na diversidade da vida cristã. Percebi que a grande dificuldade que existe na busca desta unidade é a falta de conhecimento de muitos cristãos e cristãs. O caminho para se chegar a esta unidade já vem sendo trilhado a muito tempo, mas ainda não avanço tanto, penso que por uma questão de linguagem, porque cada denominação cristã tem a sua forma de expressar a sua fé que não é ruim. Mas é preciso que todos (a) se unam na busca do Reino, que é trabalharem juntos construindo um mundo mais justo e harmonioso, em comunhão com Jesus que é o mestre de todos os cristãos e cristãs. (C arlos Macedo Romeiro 3º Teologia - ISTA)

Emanuel Fernandes Pereira (ISTA) disse...

O intensivo que tivemos no ISTA sobre ecumenismo foi de grande importância para o terceiro período de teologia.
Às vezes falamos de ecumenismo e não sabemos realmente quais são seus princípios, nos equivocamos por falta de esclarecimento e, acabamos confundindo o que é diálogo ecuménico com diálogo inter-religioso. Nos enganamos também ao falar que ecumenismo é um dos assuntos primordiais tratado por todas igrejas cristãs. Nem todas igrejas de nosso tempo são a favor do ecumenismo por causa do fundamentalismo que pregam e também devido a teologia da prosperidade que está infelizmente causando um desvio gravíssimo da centralidade cristã. Isto só foi possível entender quando o professor Murad nos apresentou os cismas que foram acontencendo dentro da igreja cristã entre católicos, ortodoxos, luteranos e calvinistas. Os princípios dogmáticos calvinista abriu espaço para um incotável número de outras igrejas protestantes de teor pentecostal e, mais recentemente, o neopentecostalismo. Estes enfatizam a experiência religiosa emocional e, por serem movimentos fundamentalistas, rejeitam qualquer tipo de idéias evolucionistas porque a Bíblia para eles não pode ser relativizada nem questionada. Por isso poucos prostestantes se aderem ao ecumenismo.
O movimento neopentecostal é o mais preoculpante porque está desvirtuando a centralidade de Cristo ao incentivar um fenômeno massivo com técnicas mercadológicas e elementos sincréticos da religiosidade popular. Buscam crer na prosperidade material individual e na cura física e psíquica como sinais infalíveis da vitória de Jesus que se manifesta. Utilizam pouquíssimas vezes a Palavra de Deus fazendo apenas citações convenientes para o momento do culto.
Portanto, ficou claro que o diálogo ecumênico não acontece quando se centraliza doutrinas, disciplinas, devoções, mas o diálogo só é possível quando Cristo e o Evangelho se tornam novamente o centro da vida de todos fiéis, unindo as semelhanças e quebrando preconceitos.
A metodologia aplicada, dinâmicas, visita a outra igreja pentecostal ou neopentecostal e os textos selecionados pelo professor, possibilitaram uma maior assimilação de todo conteúdo programático. O intensivo nos fez sentir provocados a conhecer ainda mais sobre os fenômenos religiosos vigentes que aceitam ou impedem o diálogo ecuménico.

Emanuel Fernandes Pereira ofm.

Fabrício Ferreira disse...

Primeiramente o curso de Ecumenismo alargou meu horizonte de pensamento cristão. Foi a primeira vez que pude ter um maior contato com este tema. Percebo que é preciso aprofundar neste campo de estudo, reflexão e ação. Tive a oportunidade de participar de uma outra Igreja Cristã, de encontrar com o “outro”, de vivenciar o cristianismo de outra maneira.
Pude aprender o quanto podemos colaborar com o Ecumenismo. Como: ouvir o que as Igrejas têm a dizer sobre o seu jeito de viver o seguimento de Jesus; cultivar uma atitude de boa vontade, capaz de reconhecer o que há de bom em cada Igreja, etc.
Enfim, acredito que, enquanto cristãos, devemos ser sinais para o mundo de hoje. Demonstrar que a paz é sempre possível e unidos, possamos ter mais força para defender a justiça e realizar obras na caridade.

Por Fabrício Ferreira/ISTA

Marlene disse...

Participei do Curso intensivo sobre Ecumenismo, ministrado pelo Professor Afonso Murad, no Instituto Santo Tomás de Aquino (ISTA ), em Belo Horizonte e posso dizer que foi de grande valia, uma vez em que me colocou diante de um tema tão relevante e desafiador quanto a este do Ecumenismo.
Pode falar em ecumenismo quem está aberto ao diálogo, disposto a vencer preconceitos e efetivamente decidido a construir Comunhão. De fato a Igreja Católica tem em comum com as outras Igrejas Cristãs muito mais elementos positivos do que divergências. Sendo o ecumenismo um movimento que visa recuperar o diálogo entre as Igrejas Cristãs, torna-se indispensável contemplar o que há de belo e de significativamente valoroso em cada uma das Igrejas participantes . E da mesma forma em espírito de humildade reconhecer próprias as fraquezas internas, buscando a conversão verdadeira e sincera, a fim de que pelo batismo comum de todos os Cristãos, batizados em nome da Trindade, possamos construir a comunhão entre nós. Assim, seremos verdadeiros e autênticos irmãos em Cristo a serviço da humanidade.
Valeu Murad, o curso abriu novos horizontes sobre o tema. Vale a pena investir nesta causa.
Marlene Ana Terhorst