quinta-feira, 2 de julho de 2009

Nos cinco dedos da mão

FUNÇÕES DO GESTOR(A) ECLESIAL

Quando eu era criança, minha irmã brincava com a gente, nomeando respectivamente cada dedo da mão. Dizia assim: “dedo minguinho, seu sobrinho, pai de todos, fura-bolo, cata-piolho”. Hoje, como adulto, percebo que cada dedo é importante para as múltiplas funções da mão, como segurar objetos, tocar violão, digitar, etc. Assim também, a pessoa que desempenha qualquer tarefa de gestão na Igreja deve desenvolver simultaneamente algumas funções. Isso é comum a vários cargos, como a coordenação da catequese, a animação de um grupo de reflexão e de oração, a organização de pastorais ou o presbiterado. Quais são estes cinco dedos da mão para a gestão da pastoral? Podemos resumir: planejamento, organização, liderança, controle e animação espiritual. Baseado no estudo de Bateman e Snell, “Administração”, Ed. McGrawHill, p.16-18, acrescentar-se-á o que é específico para a comunidade cristã.

1. Planejamento. Hoje, qualquer grupo organizado precisa prever suas ações, para evitar a dispersão de energia ou a repetição que leva à morte lenta. Planejar significa especificar metas a serem alcançadas e decidir com antecedência as ações necessárias para alcançá-las. As atividades de planejamento incluem a análise das situações atuais, antecipação do futuro, determinação de objetivos, decisão sobre o tipo de iniciativas a tomar, escolha das estratégias e determinação dos recursos necessários. Um planejamento, quando bem feito, prepara o caminho para conquistas consolidadas. Deve ser gestado com a máxima participação de todos os envolvidos e ser formulado em linguagem acessível. Como é teórico e prático, faz pensar e ajuda a agir com eficácia. Na sociedade contemporânea, onde as mudanças rápidas deixam as pessoas desnorteadas, o exercício do planejamento participativo ajuda a buscar soluções que dão certa segurança. As pessoas usam o cérebro, as intuições e a sensibilidade que brota da fé e assim identificam oportunidades para criar, aprender, fortalecer e sustentar novas formas de evangelizar. Cabe ao gestor(a) coordenar o planejamento e sempre voltar a ele, para manter o rumo da ação pastoral.

2. Organização quer dizer “reunir e coordenar pessoas, informações recursos financeiros e físicos para alcançar os objetivos”. Em qualquer instituição eficaz, a organização de atividades inclui: atrair pessoas competentes, especificar suas responsabilidades, agrupar tarefas em grupos de trabalho, ordenar e alocar recursos e criar condições para que estas pessoas desenvolvam ao máximo suas potencialidades a serviço da missão. Não se deve confundir organização com estruturas arcaicas e ineficazes. Ilude-se quem acha que uma boa organização exige funções rígidas, relações de subordinação, muitas chefias e papelada em cima da mesa. Nos tempos atuais, estruturas flexíveis e ágeis são as melhores. Compete ao gestor(a) eclesial atrair, formar e manter agentes de pastoral que somem aptidões e multipliquem frutos. Além de criar e modificar as estruturas necessárias para alcançar resultados. Organização dinâmica é como o dedo polegar: necessita ser firme e móvel.

3. Liderança significa “estimular as pessoas a serem grandes realizadoras”. O(a) líder motiva sua equipe, comunica-se com uma contato próximo e caloroso, ajuda a monitorar tarefas e inspira os agentes de pastoral a alcançar a metas propostas. Faz como o dedo indicador: sinaliza a direção. Ser líder hoje não é mandar ou “bater amigavelmente nas costas” nos membros de sua equipe. Como os desafios da evangelização são enormes, trata-se de mobilizar as pessoas, para que contribuam com suas idéias e habilidades, realizando tarefas novas. A liderança baseada no evangelho se traduz em serviço efetivo. E o seu critério de verificação consiste no protagonismo crescente das pessoas. Qualquer grupo eclesial deve desenvolver a autonomia, a criatividade e o trabalho em conjunto nos seus membros e com seus interlocutores. Certa vez fui visitar uma creche na periferia de São Paulo e fiquei impressionado com a proposta pedagógico-pastoral de lá. As educadoras estimulavam os bebês, desde pequeninos, a desenvolver a proatividade, a se moverem, a conquistarem espaços. Uma das funções mais importantes do gestor(a) eclesial é exercitar a liderança que aglutina e forma novos líderes.

4. Controle é uma palavra que causa reação negativa em muita gente. Ninguém gosta de ser controlado. E na Igreja há uma compreensão equivocada sobre isso. Devido a uma herança moralista e autoritária, tende-se a controlar o comportamento dos outros, a cobrar demais e até sufocar as pessoas cujo comportamento sai do padrão estabelecido. Mas, estranhamente, não se controlam os processos. Na gestão contemporânea, “controle” significa monitorar as pessoas e os processos, para verificar se os objetivos estão sendo alcançados. Caso isso não esteja acontecendo, redirecionam-se as atividades. Controlar é necessário, na medida certa. Sem ele, há caos. Em demasiado, limita sua capacidade criativa. Há um princípio sábio a seguir. Quando um processo ou uma pessoa está se iniciando, deve haver maior monitoramento do gestor(a). À medida em que se desenvolvem, o controle se torna menor. No começo, esta função pode ser o dedo maior. Depois, será o “minguinho”.

5. Animação espiritual. O que diferencia a ação pastoral da Igreja de outra organização qualquer é a intensidade na qual se vivem, celebram e se anunciam os valores de Jesus e do Reino de Deus. É triste constatar, às vezes, que a diferença reside no amadorismo, na forma de fazer as coisas sem planejamento e avaliação, ou na concentração de poder. Ora, o que qualifica a gestão eclesial é o seguimento a Jesus. Nele buscamos inspiração, dele aprendemos a priorizar os pobres, os fragilizados, os que estão à margem. Com ele, fazemo-nos aprendizes, discípulos. Embora exerçamos funções distintas, somos uma comunidade de irmãos e irmãs, cujo único mestre e Senhor é o Cristo. Quem exerce uma função de coordenação deve continuamente “vigiar e orar”, para que as motivações perigosas do poder não contaminem sua atuação. Um gestor(a) eclesial deve ser servir das melhores ferramentas gerenciais. Precisa estudar, ler, estar conectado com o mundo, inovar. Cercar-se de pessoas que o ajudem a ser cada vez mais eficaz. De outro lado, o convívio diário com a Palavra de Deus abre-lhe um espaço inusitado de gratuidade e de paz no coração. Ele(a) reconhece que a ação divina se serve das mediações humanas. Mas sabe também que a sabedoria, o olhar a realidade com os olhos de Deus, lhe vem por pura graça. A Igreja deve se apropriar dos bons mecanismos da gestão, mas não pode ser administrada somente como uma empresa. O Espírito Santo, com seus múltiplos dons, na diversidade de muitas línguas e expressões, circula na comunidade eclesial como o sangue que oxigena a mão e os dedos, mantendo-lhes vivos. O Espírito leva o gestor(a) eclesial a alimentar continuamente sua identidade de “discípulo e missionário”. A deixar-se iluminar pela luz de deus e a estimular os outros cristãos a trilharem o fascinante caminho de Jesus.

Planejamento, organização, liderança, controle e animação espiritual são competências que o gestor eclesial desenvolve, juntamente com outros membros da comunidade cristã. Cada vez mais, somos chamados a servir o povo de Deus, com generosidade e empenho, seriedade e alegria. As mesmas mãos que tecem os fios, cozinham, digitam, são também as que acariciam, acolhem o abraço, brincam, tocam instrumentos musicais e se unem em prece. São muitos dedos da mesma mão. E muitas mãos em mutirão.
(Artigo a ser publicado na Revista "Paróquias e Casas Religiosas")

11 comentários:

Irmã Marlene disse...

Obrigado pelo seu artigo, Ir. Afonso. Será muito útil para nós.

MARIA HELENE BEUREN disse...

Por mais diversos que sejam os conceitos sobre planejamento, há concordância quanto à sua indispensável presença,principalmente no que tange ao envolvimento do maior número de pessoas, bem como a construção do consenso nas metas e estratégias para a sua consecução, sob pena de malogrados e inúteis esforços despendidos.
Para uma boa organização é fundamental delinear um ambiente propício e favorável para que as pessoas se sintam acolhidas e constatem um clima democrático e integrador. Dessa forma, as condições serão propícias ao desenvolvimento máximo das potencialidades.
Mais do que em qualquer época pretérita, o povo caminhante necessita de lideranças servidoras, protagonistas no engajamento,cuja capacidade de mobilização seja notória e se traduza em efetivo servir.As palavras podem emocionar,porém os exemplos edificam e cativam.
Qualquer sinalização referente ao controle gera controvérsias e neste aspecto há plena sintonia.Desde o afastamento de Adão e Eva do éden,qualquer observação é vista com desconfiança.Porém,também é senso comum que sem um monitoramento e verificação real da execução das metas traçadas,não se vai a lugar algum e,rapidamente,se instala o caos,similar à torre de Babel.Portanto,o controle,exercido com diálogo e responsabilidade,torna-se vital para a culminância dos propósitos estabelecidos.
Em síntese planejamento,organização,liderança,controle e animação espiritual necessitam estar interligados,em comunhão permanente,para que o exercício da missão possa ser melhor operacionalizado e dessa forma "alimentar continuamente a identidade de discípulo e missionário",a serviço do povo de Deus.
Agradeço a oportunidade desta sua explanação e, principalmente, o seu testemunho de vida. Obrigada,Irmão Murad!

Maria Catarina Rhoden disse...

O aprofundamento deste texto despertou em mim alegria e motivou-me o interesse de conhecer melhor e mais sobre este assunto. Igualmente desafiou-me frente a minha missão de gestora. Sua linguagem simples, clara, profunda e explícita no descrever o tema, ao meu ver, apresenta grande riqueza e sabedoria. Mostra o significado, a importância e as características próprias do planeja-mento, da organização, da liderança, do controle e da animação espiritual e indica seu desempenho específico. Exige também a necessidade de formar um todo para que haja uma boa gestão, como expressa tão bem a comparação dos dedos da mão.
Pela leitura, percebo, quão importante e necessário é, por parte do gestor(a), saber e ter conhecimento correto do que é planejar, organizar, liderar, controlar e animar a vida espiritual. Igualmente o quanto é necessário e importante a capacidade de juntamente com as pessoas da comunidade ou da instituição criar condições para desenvolver as potencialidades e dons nas pessoas dos colaboradores e das colaboradoras a fim de formar uma harmonia para realizar um trabalho eficaz a serviço da missão e dessa forma cada vez mais servir melhor aos irmãos e irmãs e colaborar na construção do Reino de Deus.
Gostei do texto, valeu! Convida-nos, com as pessoas que somam forças e aptidões na instituição a: Planejar melhor, organizar com cuidado, liderar como animador(a), controlar com atenção, porém na medida certa. Animar a espiritualidade é indispensável, é a seiva de vida que perpassa o todo. Aprender de Jesus e Nele buscar a inspiração. Estudar, vigiar e orar para não cair na tentação do poder. A Leitura Orante da Palavra de Deus como guia da gestão.

Ivoni Francisca Ferreira dos Passos disse...

As cinco funções apresentadas são essenciais na vida e dinamicidade de qualquer comunidade e atividade eclesial. Pena que em muitas realidades se “brinca” de planejar, organizar, liderar, controlar e animar! Apreciamos superficialidade, pouca convicção e perpetuidade. Nas comunidades vemos muitas vezes espaços serem apropriados(posse) por agentes. Os que deveriam partilhar sua capacidade de doação e liderança e almejar por maior participação e envolvimento, estacionam em mesquinharias ou competições e por vezes “donos” dos espaços de liderança. São poucos os processos planejados ou conhecidos como planejados. Resta ainda o controlador! O sentido do seguimento de Jesus Cristo está distante de ser a razão primeira do existir da comunidade ou atividade e do fundamento de suas ações.
Vejo aqui, um espaço e apelo para contribuição efetiva dos religiosos. Primeiro, sendo testemunho profético, fazendo uso das funções dos dedos de nossas mãos. Em segundo lugar, contribuir na formação dos agentes, oportunizando-lhes meios e condições para que se apropriem do conhecimento, qualificando-os nas suas atribuições e competências e, consequentemente, tornarem-se multiplicadores qualificados pelas suas ações.

Antonia disse...

Muito elucidativa a comparação das cinco funções do gestor eclesial com os dedos da mão. Evoca a importancia que cada um deles tem para o alcance do objetivo, ou seja, tornar a mão funcional e atuante.
Algo semelhante deve acontecer na gestão de uma entidade, de uma instituição ou organização - funções diferentes mas que convergem para um mesmo fim. O planejamento, a organização, a liderança, o controle e a animação espiritual devem ser desenvolvidas simultaneamente e, na medida que vão sendo exercidas, tornam a organização ativa, viva, produzindo os resultados almejados sendo sinal visível do Reino de Deus.
Percebo a importancia de usar sabiamente estas ferramentas da gestão uma vez que, como consagradas (os) somos mediação de Deus em meio à humanidade e esta espera que sejamos sinais visíveis da ação salvadora de Deus.
Para isto,parece-me vital permanecer unido à fonte e origem de toda a vida - Deus. Assim como a mão só tem vida e agilidade se permanecer unida ao braço e este ao tronco e assim, sucessivamente até chegarmos ao motor primeiro - o cérebro.
Obrigada, Ir. Afonso por partilhar conosco seus conhecimentos, sua experiencia e sua vida como também, por esta oportunidade de reflexão e aprendizado.

Anônimo disse...

Muito elucidativa a comparação das cinco funções do gestor eclesial com os dedos da mão. Evoca a importancia que cada um deles tem para o alcance do objetivo, ou seja, tornar a mão funcional e atuante.
Algo semelhante deve acontecer na gestão de uma entidade, de uma instituição ou organização - funções diferentes mas que convergem para um mesmo fim. O planejamento, a organização, a liderança, o controle e a animação espiritual devem ser desenvolvidas simultaneamente e, na medida que vão sendo exercidas, tornam a organização ativa, viva, produzindo os resultados almejados sendo sinal visível do Reino de Deus.
Percebo a importancia de usar sabiamente estas ferramentas da gestão uma vez que, como consagradas (os) somos mediação de Deus em meio à humanidade e esta espera que sejamos sinais visíveis da ação salvadora de Deus.
Para isto,parece-me vital permanecer unido à fonte e origem de toda a vida - Deus. Assim como a mão só tem vida e agilidade se permanecer unida ao braço e este ao tronco e assim, sucessivamente até chegarmos ao motor primeiro - o cérebro.
Obrigada, Ir. Afonso por partilhar conosco seus conhecimentos, sua experiencia e sua vida como também, por esta oportunidade de reflexão e aprendizado.

Anônimo disse...

Muito elucidativa a comparação das cinco funções do gestor eclesial com os dedos da mão. Evoca a importancia que cada um deles tem para o alcance do objetivo, ou seja, tornar a mão funcional e atuante.
Algo semelhante deve acontecer na gestão de uma entidade, de uma instituição ou organização - funções diferentes mas que convergem para um mesmo fim. O planejamento, a organização, a liderança, o controle e a animação espiritual devem ser desenvolvidas simultaneamente e, na medida que vão sendo exercidas, tornam a organização ativa, viva, produzindo os resultados almejados sendo sinal visível do Reino de Deus.
Percebo a importancia de usar sabiamente estas ferramentas da gestão uma vez que, como consagradas (os) somos mediação de Deus em meio à humanidade e esta espera que sejamos sinais visíveis da ação salvadora de Deus.
Para isto,parece-me vital permanecer unido à fonte e origem de toda a vida - Deus. Assim como a mão só tem vida e agilidade se permanecer unida ao braço e este ao tronco e assim, sucessivamente até chegarmos ao motor primeiro - o cérebro.
Obrigada, Ir. Afonso por partilhar conosco seus conhecimentos, sua experiencia e sua vida como também, por esta oportunidade de reflexão e aprendizado.

Anônimo disse...

Muito elucidativa a comparação das cinco funções do gestor eclesial com os dedos da mão. Evoca a importancia que cada um deles tem para o alcance do objetivo, ou seja, tornar a mão funcional e atuante.
Algo semelhante deve acontecer na gestão de uma entidade, de uma instituição ou organização - funções diferentes mas que convergem para um mesmo fim. O planejamento, a organização, a liderança, o controle e a animação espiritual devem ser desenvolvidas simultaneamente e, na medida que vão sendo exercidas, tornam a organização ativa, viva, produzindo os resultados almejados sendo sinal visível do Reino de Deus.
Percebo a importancia de usar sabiamente estas ferramentas da gestão uma vez que, como consagradas (os) somos mediação de Deus em meio à humanidade e esta espera que sejamos sinais visíveis da ação salvadora de Deus.
Para isto,parece-me vital permanecer unido à fonte e origem de toda a vida - Deus. Assim como a mão só tem vida e agilidade se permanecer unida ao braço e este ao tronco e assim, sucessivamente até chegarmos ao motor primeiro - o cérebro.
Obrigada, Ir. Afonso por partilhar conosco seus conhecimentos, sua experiencia e sua vida como também, por esta oportunidade de reflexão e aprendizado.

Inês Postal / Unisinos disse...

As cinco funções apresentadas são de fundamental importância para uma boa gestão. Como os dedos da mão, todas são necessárias para delinear e atingir os objetivos que se pretende alcançar. Elas proporcionam clareza de onde se quer chegar, segurança, criatividade, desenvolvimento das potencialidades, direcionar as forças existentes, envolvimento, surgimento de novas lideranças, realização, o sentir-se comunidade de irmãos(ãs) que buscam na Palavra de Deus a luz e o alimento da caminhada.

Raquel Pena Pinto disse...

O texto Funções do Gestor(a) Eclesial é interessante porque enfoca diversos aspectos importantes e urgentes na missão evangelizadora da Igreja. Ele derruba um imaginário ingênuo onde se acreditava que bastaria fé e boa vontade para que se realize uma “boa ação pastoral”.
Muitas vezes somos tentadas/os a pensar que a evangelização acontece de maneira informal, porém, nos dias de hoje, cada vez mais, nos damos conta da necessidade de sistematizar nossas ações como gestores caso queiramos uma evangelização realmente eficaz e eficiente.
É sempre mais importante pensar a ação pastoral como processo, que como tal, possui início, meio e fim. Logo, as funções de planejar, organizar, liderar, controlar e animar espiritualmente devem estar simultaneamente presentes na ação do/a gestor/a e nenhuma delas pode ser transcurada sob pena de colocar em risco a eficácia da ação.

balardin disse...

Gestão – Poder – Espiritualidade

Reações sobre esse tema
Ir. Murad, já o conhecia pelos seus escritos. Impressionante seu jeito simpático de contagiar a todos com suas palavras, expressões, testemunho, postura, comportamento. Você evangeliza, ensina, informa, passa conhecimento pelas palavras, mas acima de tudo pela vida. Acredita naquilo q fala. É mesmo inspirado, enviado para fazer a diferença. Tem um carisma todo especial para transformar, para nos “obrigar” a uma mudança. Desafia-nos a optar por esse “novo” que não é mais tão novo assim, jeito de gestar nossa vida, nossas obras, nossas instituições e também influenciar em mais vida na sociedade. Muito pedagógica essa comparação dos cinco dedos com as cinco funções do gestor eclesial. Passou-me a lição, em síntese, de que planejamento, organização, liderança, controle e animação espiritual são competências que nós, como gestores, vamos adquirindo e aperfeiçoando dentro de nosso espaço de ação evangelizado e gestora de mais vida. Neste mundo da permissividade, modernidade... Sentimo-nos desafiados a SERVIR na doação total. Por isso, nenhum dos dedos fica sem função. Cada qual desempenha seu papel para que o projeto de Deus obtenha sua realização total e global. Valeu Murad!